Retro Games Revival

2 de mai. de 2013

Gem Chaser


GeM Chaser

Na onda dos jogos de estratégia, vamos agora de um caso de demake (um retro port), que estão muito na moda hoje em dia.
Gem Chaser foi criado originalmente para Xbox 360 pela Eletric Wolf Games, mas Bob Smith fez sua versão para alegria dos usuários de ZX SPECTRUM.

GetEmDX

Como este é um jogo com um tratamento profissional e comercial, ele tem um enredo,  mas este é longo e bobinho pra caramba. Não vou transcreve-lo aqui. O enredo não influencia na  jogatina, que é o mais importante.

Resumindo o enredo, os bichinhos felizes aí, o Getty e a Emma, foram aprisionados nas Masmorras do Infinito de Nyarlu pelo rei troll. E quem for jogar, comandará um dos dois na busca pela liberdade.

Comercialmente, Get'Em DX está disponível em cassete, disquete e cartucho. 
A versão comercial suporta multiplayer com o outro personagem, a Emma
Na versão free, só jogamos com o Getty.

1 de mai. de 2013

Rally Fever

RALLY FEVER
Inspirado no Rally Driver e pela disputa nos fóruns da WoS, Dave Hughes fez esse ótimo Rally Fever.

É simples como a inspiração, mas os controles são menos sensíveis, mais precisos. 
O scroll é mais rápido,  e a direção é oposta, ou seja, na vertical acima.

Os cenários mudam de cor conforme o progresso. Vão do azul ao vermelho, magenta, ciano, amarelo  até o branco.

Mesmo sendo simples e, usando os trunfos de Rally Driver, esse Rally Fever é bem feito pra caramba! Nadinha crappy game. Mas foi a partir de um bom (de no bom sentido) crappy é que surgiu esta pequena pérola.

Mais uma vez, obrigado ao Alexandre Colella pela dica. Muito boa dica por sinal.


////Jogo.....: RALLY FEVER
////Release.: Dave Hughes (2013)
////Sistema.: ZX SPECTRUM
////Estilo....: Carro, Ação

Links e Referências:

Retro Games Revival

Rally Driver

Jogo indicado pelo amigo Alexandre Colella.  A indicação se deu pela ocorrência de alguns fatos no fórum do World of Spectrum.

É o seguinte. Esse jogo foi "descoberto" por Dave Hughes, que "viciou" e propagou esse vicio entre os usuários do fórum.

A ideia de Rally Driver é simples e eficaz. Na visão aérea do jogador, guiamos um carro na vertical e descendo. Simplesmente desvie das sinuosidades da pista e vá o mais o longe possível. Qualquer saída da pista, você explode e acabou! 

Como assim acabou? É isso mesmo! Bateu, você recebe seu score, escreve o nome e começa novamente outra partida. Ou, um outro amigo começa a partida dele e vocês disputam um "rally".

E os grandes trunfos de Rally Driver são esses:  o progresso dinâmico e a superação! 
Seja essa superação sobre um amigo ou, uma auto-superação.

No fundo, o jogo é o que se classifica como "crappy game". Mas este é um bom exemplo de que, nem sempre se precisa de uma super produção para uma boa diversão. 
Em muitos casos, jogos simples, as vezes com gráficos toscos são muito atrativos, pois conseguem divertir com boa(s) e ideia(s) e uma boa jogabilidade.

O controle do carro é hiper sensível. É meio complicado de jogar, mas o povo vai longe. Veja aqui: Rally Driver Hi-Score Challenge!!!

E o mais legal é que o Dave Hughes ficou tão animado que se inspirou e criou o Rally Fever.

Obrigado ao Alexandre Colella pela dica.

  FICHA
  • Jogo..............RALLY DRIVER
  • Release........MICRO MART SOFTWARE / DAVID FALCON (1984)
  • Sistema........ZX SPECTRUM
  • Estilo.............Carro, Ação


Monster House

Relativamente recente, esse jogo (feito pelo japonês H. Kobo) me lembrou logo de cara o Majikazo da Limonize, pois também é sobre um mago em um labirinto enfrentando monstros. Porem, tem uns toques de outros jogos, o que o tornou bem diferente.

Passando pelo labirinto (simples, estilo Armored Car) você tem que trocar as cores, e faz isso naturalmente, enquanto percorre o trajeto, como em Crush Roller e Turbomania.

Você pode esbarrar com os monstros e, então perderá uma vida.  Você deve se esquivar das criaturas, mas você tem o poder de lançar um feitiço em forma hexagrama circundado que os transformarão em itens variados. Podem ser frutas ou algum power-up.

Completando a alteração de cor do labirinto todos os monstros se transformam em itens. Se apresse, pois o tempo para recolher esses itens é curto. Depois aparecerá a tela com resultado do que você conseguiu e você pode começar a próxima fase.

Até onde eu joguei, as únicas fases diferentes, são umas nas quais um mago inimigo manda um feitiço em forma de monstro de fogo para te perseguir. Esse mago some e aparece por todo e qualquer canto do labirinto.

O jogo é caprichado em muitos aspectos! Tem uma musiquinha muito boa, bons efeitos sonoros e  bons gráficos.
A jogabilidade é apenas razoável, com a movimentação um pouco truncada. Quase certo  de ser MSX-Basic.

Mas o grande problema é que não tem muita variação. Tende a enjoar fácil. 
Mesmo assim, vale uma conferida. Eu mesmo acabei indo longe. O que prova que o jogo prende um pouco a atenção.

Monster House no site do Konamito
Jogos do Hiroshi Kobo no site do Konamito: AQUI NESSE LINK

FICHA
  • Jogo..............Monster House
  • Release........H. KOBO (2011)
  • Sistema........MSX1
  • Estilo.............Labirinto, Onescreen, Ação
 



Quinch

Jogo que merece uma divulgação entre os fãs de estratégia. Quinch é um bom jogo (obra do holandês Rob Juurlink), mas pouco conhecido mesmo entre os usuários de MSX.

Para se divertir quebrando a cabeça com Quinch, comandamos um garoto simpático de boina vermelha que recolhe maçãs verdes pelas telas. 

Os elementos (delimitadores) que forçarão o jogador a pensar são setas. 
Temos setas brancas, as quais passamos normalmente, se seguirmos a direção indicada. 
E também temos setas amarelas. Por essas, só poderemos passar de posse das chaves amarelas. 
Nos dois casos, não se pode ir contra a indicação da seta.

O resto, é botar a cuca para funcionar afim de fazer uma rota correta a cada fase.

Alias, um fator que me agradou, é que não colocaram uma dificuldade grotesca para fritar os miolos do jogador. E há facilidades para "apegar" o jogador"
Errou? Tecle Space e reinicie a fase. 
Parou? Tem que sair? Anote a senha e continue na mesma fase em uma outra hora.

Os gráficos são simples e muito bons. O som é em MSX-Audio (FM), uma musica simples.
A jogabilidade é boa, apesar de me parecer um jogo em MSX-Basic (a movimentação do carinha não é a mesma do ligeirinho), fica ideal para esse tipo de jogo.

Experimentem um homebrew já com seus vinte poucos anos, porem, com sabor de novidade... Ao menos foi para mim.

Generation-MSX
Download: NitroROMs

FICHA
  • Jogo..............QUINCH
  • Release........MSX CLUB OVERIJSSEL/ DRENTHE (1992-93)
  • Sistema........MSX2
  • Estilo.............Estratégia 
  • VÍDEO
 

26 de abr. de 2013

Time Curb

Um bom Shmup vertical de Steve Course. Mais uma vez conta com a voz de Ronald van der Putten.

Intro animada
Claramente inspirado no Time Pilot da Konami, Time Curb poderia ser o Time Pilot 2 com algumas implementações e uma modificação nos comandos. Mas acho que o intento era diferenciar um pouco mesmo.

Jogar Time Curb é desviar dos tiros e das colisões com as naves inimigas e, atirar em todas que puder até passar de fase.

Mas diferente de Time Pilot, nossas naves se movimentam entre a direita e a esquerda apenas. E não temos outros elementos (paraquedistas e "naves mães") como em Time Pilot. Apenas atiramos nos inimigos.


Gameplay
Putten anuncia o jogo sobre uma introdução animada. E sua voz também apresenta cada fase. São elas:
  • World War I
  • World War II
  • Korean War
  • Modern Times 
  • Furture Times

Como em Oh, Shit!, o humor se faz presente! Entre essas fases, há pequenas animações envolvendo pilotos e naves, todas bem cômicas. 

Uma das animações entre fases
Em cada fase pilotamos uma nave diferente e temos inimigos diferentes também. Se alguém viaja no tempo é apenas piloto que encarnamos.

Apesar de aparecer marcação de Plasma e Laser desde o inicio, essas armas só estarão disponíveis nas fases avançadas, a Modern Times e a Furture (trocadilho bem sacado e apropriado) Times.

Há um desenho de naves abaixo da tela de gameplay. Esse desenho vai se apagando gradativamente conforme você vai abatendo inimigos.

Lá no canto superior direto são suas vidas. Se você perde uma, o desenho de naves inimigas "reseta". A fase volta ao inicio, mas a pontuação não.

Marcação de Score
Quando você perde jogo (Putten também anuncia o Game Over), pode registrar seu score. E a tela e o modo de fazer isso é bem bacana.

Bons gráficos, musica de introdução (Toccata e Fuga em Ré menor, de Bach)*, bons efeitos sonoros e boa jogabilidade. 

Parece limitado em relação a o Time Pilot, mas tem seus encantos. É um jogo bem legal.
Vale a pena jogar umas partidas de Time Curb.

Confira o vídeo do nosso amigo Chung (link na ficha).

*Obrigado Adriano Peçanha pela lembrança da obra.

Nota: A fase final é fuRture times, com R mesmo. Obrigado Fernando Cunha JR pela observação.

FICHA
  • Jogo..............TIME CURB
  • Release........AACKOSOFT (1986)
  • Sistema........MSX1
  • Estilo.............Shmup, Nave Vertical
  • Vídeo
 


18 de abr. de 2013

Toofy´s Winter Nuts

Introdução
Segundo jogo do personagem Toofy de Paul Jenkinson. E esse "Toofy 2", é um jogo de plataforma, pula-pula simples, como é a maior parte dos jogos realizados com o AGD de J.Cauldwell. 

Ah, sim! Nem todos os AGD Games são de pulo-plataforma, nem o Toofy 1 (Toofy in Fan Land) é. Alias, T.I.F.L. é um jogo com uma proposta mais interessante do que esse Toofy 2.
É possível que em breve (ou não tão em breve) Toofy in Fun Land seja resenhado aqui. 

Mas então, qual o motivo do Toofy 2 aparecer aqui primeiro?
O motivo foi que eu testei, fui jogando e acabei terminando. Então estou aproveitando para registrar...



O Jogo

Como dito anteriormente, é um jogo de pulo-plataforma simples - nada difícil mesmo -, e gostoso de jogar.   

O canalha do Toofy (que eu não imagino que bicho é) resolveu dar um prejuízo aos esquilos. 
Como o título do jogo já diz, ele resolveu coletar (roubar se aplica melhor) nozes para passar o inverno. 
Jogar Toofy's Winter Nuts é simplesmente saquear nozes, pular e se esquivar dos inimigos pelos cenários. 

Em alguns momentos, os cenários lembraram um pouco os de ANTIQUITY JONES, e em outros, os de CHOPPER DROP.  
Vale salientar que apesar disso, todos esses cenários estão muito bem feitos.
Os Inimigos
Além dos esquilos rondando quase todas as telas, temos um esquilinho sinistro que flutua, subindo e descendo. Ele me lembrou um Baphomet como apresentado por Eliphas Levi

Nas fases finais, também teremos rochas rolando e peixes para pular ou se esquivar.

Conclusão
O jogo conta com uns efeitos sonoros... diria que, clássicos no Speccy. E a "musica"  de background, é uma marcação (também) clássica de bateria.
Somando isso tudo com uma ótima jogabilidade, Toofy´s Winter Nuts me pegou! Quando vi, cheguei ao fim e não vi o tempo passar. 

Joguei cinco fases bem diversificadas, elaboradas com várias telas.

Paul Jenkinson tem o dom de fazer esses jogos pegajosos e,  que são diversão garantida. Jogos que prendem por serem descompromissados, sem estresse de completar a missão, porem, paradoxalmente, quando você menos percebe... você completa! Surge o CONGRATULATIONS.

Nota:
Eu não sei como está a versão1.2, mas eu detectei um bug como em Antiquity Jones, ao qual consistia em travar o personagem no cenário quando entravamos pulando de uma tela para outra.


Referências:
Toofy's Winter Nuts na  Random Kak (de Paul Jenkinson)
Toofy's Winter Nuts na  WoS (Download, mapas, infos)
Vídeo de Gameplay:  AQUI

Aprenda AGD e faça seu jogo com os Tutoriais em Vídeo de Paul Jenkinson: AQUI
 
  FICHA
  • Jogo..............TOOFY´S WINTER NUTS
  • Release........PAUL JENKINSON (2013)
  • Sistema........ZX SPECTRUM
  • Estilo.............Plataforma, Pulo, Ação


Pac-Man VIC-20

Aqui está o Pac-Man na versão oficial da Atari para o VIC-20.
Tudo muito parecido com Jelly Mosnters... e não é para menos. Mais adiante explico.

Antes, vamos fazer uma breve mas, inevitável comparação entre as versões Commodore e Atari
Os gráficos me parecem iguais, ou pelo menos são muito parecidos.
Os efeitos sonoros são legais, mais inferiores aos de Jelly Monsters.
O labirinto tenta ser mais fiel ao da versão arcade, porem, assim ele ficou achatado e curto demais. O que por si só, já atrapalha a jogar. Mas a jogabilidade já é mesmo um pouquinho truncada.

Apesar de parecer bastante sugado de Jelly Monsters, não é uma versão ruim. Ou.. não é ruim por ser sugada.
A Atari fez muita coisa pior com seus Pac-Mans oficiais pelas plataformas nas quais explorou a franquia.

A explicação para a Commodore não ter lançado Jelly Mosnters como o Pac-Man oficial do VIC-20, é que a Atari detinha o direito no ocidente.

Um pouco de história burocrática 
Quando o VIC-20 foi lançado em 1980 lá no Japão, softhouses locais tiveram a tarefa de desenvolver alguns títulos; inclusive, três clássicos instantâneos da NAMCO: Rally-X, Galaxian e Pac-Man

Quem desenvolveu Jelly Monsters foi a HAL Laboratory, que é sinonimo de qualidade, com certeza.

Mas o problema é que esses jogos eram licenciados apenas na terra do sol nascente.

A partir daí, vocês podem imaginar os problemas entre a Commodore e a Atari.
Ainda bem que, pelo menos hoje é fácil encontrar esses jogos.

Agradeço ao Carlos Bragatto e ao José Agripino da lista Canal-3. A partir do papo com eles, essa matéria se tornou possível.

Referência: Retrogamer

Sobre essa versão na:
Games Database  (dona das screens)

Jogos para VIC-20: AQUI  



FICHA
  • Jogo..............PAC-MAN
  • Release........ATARI SOFT (1983)
  • Sistema........VIC-20
  • Estilo.............Labirinto, Ação, Perseguição
  • VÍDEO

17 de abr. de 2013

Jelly Monsters

Jelly Monsters
Apesar do nome meio que fora do comum (mas com razão) para categoria, Jelly Monsters se trata de mais um ótimo clone de Pac-Man. 

E assim como na versão do MC-10 de Greg Dionne, esse jogo é mais um clone que consegue melhor resultado do que alguns jogos do estilo em maquinas mais parrudas.

Dentro dos limites, Jelly Monsters, de uma forma geral, é bem fiel ao Pac-Man original. Os efeitos sonoros, os shapes - grandes e bem feitos. 
O labirinto também é bem feito. Alias, o mais interessante nele é que a marcação das frutas e das vidas estão embutidas no próprio labirinto, enquanto os scores acima, bem no estilo característico dos jogos do VIC-20.

Por fim, a jogabilidade é boa.

Mas nem tudo são as mil maravilhas em  Jelly Monsters. Vamos aos seus pecados.

Não temos tela de abertura e nem animações. 
E talvez por ter shapes muito grandes, o color clash é bem feio mesmo. Agente as vezes acha que foi pego, mas é só impressão.

De qualquer forma, é mais um bom Pac-Man que catalogamos aqui no RGR.

Parabéns para Commodore. 
Mas por que será que deixaram a versão do C64 nas mãos da Atari Soft???
A resposta para essa pergunta e outras elucidações relevantes estão na versão do Pac-Man oficial do VIC-20.

Jogos para VIC-20: AQUI 

FICHA
  • Jogo..............JELLY MONSTERS
  • Release........COMMODORE/ HAL Laboratory  (1981)
  • Sistema........VIC-20
  • Estilo.............Labirinto, Ação, Perseguição
  • VÍDEO


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